quarta-feira, 4 de junho de 2014

O ERRE DA PAIXÃO ERRADA

Um certo dia batendo um papo com um grande velho amigo, ele em meio a conversa me mandou esse perfeito poema, não precisava, mas ele pediu pra que eu postasse aqui no blog, coisa que pensei logo que lí as primeiras linhas escretas por ele. Espero que gostem, impossível não gostar.







Ela é uma rainha de um reino em ruínas Do seu rosto raramente sai risadas Recatada realmente reza com respeito Rapaz atrevido eu sou Resolvi roubar seu coração Porém na realidade é difícil entrar no seu refúgio Vive presa num recinto Com uma redoma rígida Que separa sua mente de sua alma Refinada e elegante ela renasce Como um raio reluzente Que surge em um dia raro Recordo e recito rimas que reinventei Rascunhos, feitos e refeitos. Que resolvi refazer e reescrever ao relento. À noite reencontro-a Rente a ela repito palavras Com requintes de paixão Coração raso o dela Renuncia rapidamente com remorso Ou seria com repúdio? Reluto, reclamo, reviro, revolto. Me sinto renegado Romance retido, ela restitui O resto dos retalhos recusados Do nosso amor sem rumo Sinto-me um réu remando Num rio contra a correnteza Deixo rastros de modo ridículo A todos que me rodeiam, pois não disfarço Entrego-lhe um ramalhete de rosas roubadas “Tenha cuidado com os rumores” Paixões ocorrem sempre de modo errante, Seja em Recife, Roraima, Rondônia ou Romênia Repetem-se rompendo as barreiras da razão Há requisitos que regem um relacionamento A resposta é o respeito Rastejo, rogo, fico rubro de raiva na rua O que sinto não haverá ponto E sim reticências...



ALVARO BUARQUE II

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