Ela é uma rainha de um reino em ruínas
Do seu rosto raramente sai risadas
Recatada realmente reza com respeito
Rapaz atrevido eu sou
Resolvi roubar seu coração
Porém na realidade é difícil entrar no seu refúgio
Vive presa num recinto
Com uma redoma rígida
Que separa sua mente de sua alma
Refinada e elegante ela renasce
Como um raio reluzente
Que surge em um dia raro
Recordo e recito rimas que reinventei
Rascunhos, feitos e refeitos.
Que resolvi refazer e reescrever ao relento.
À noite reencontro-a
Rente a ela repito palavras
Com requintes de paixão
Coração raso o dela
Renuncia rapidamente com remorso
Ou seria com repúdio?
Reluto, reclamo, reviro, revolto.
Me sinto renegado
Romance retido, ela restitui
O resto dos retalhos recusados
Do nosso amor sem rumo
Sinto-me um réu remando
Num rio contra a correnteza
Deixo rastros de modo ridículo
A todos que me rodeiam, pois não disfarço
Entrego-lhe um ramalhete de rosas roubadas
“Tenha cuidado com os rumores”
Paixões ocorrem sempre de modo errante,
Seja em Recife, Roraima, Rondônia ou Romênia
Repetem-se rompendo as barreiras da razão
Há requisitos que regem um relacionamento
A resposta é o respeito
Rastejo, rogo, fico rubro de raiva na rua
O que sinto não haverá ponto
E sim reticências...
ALVARO BUARQUE II
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